13/02/2012
Foto: Agência Londrix
Práticas circenses desenvolvem várias habilidades, incluindo coordenação motora, concentração, equilíbrio e o espírito de superação
Já tem gente trocando a rotina das academias de ginástica pelas práticas circenses. Se a ideia é mexer o corpo e afastar o estresse, nada melhor que o trapézio, a corda bamba, os malabares, as acrobacias, os saltos e as piruetas para colocar a musculatura em forma, espantar o sedentarismo e desfrutar de momentos de pura diversão, garantem os aficionados.
A forma alternativa de se movimentar é opção para adultos, crianças, portadores de necessidades especiais e idosos. Este é o conceito do “circo social”, explica Sérgio Oliveira, um dos fundadores da Escola de Circo de Londrina que, juntamente com o grupo Lona das Artes, promove no Catuaí Shopping Londrina até 11 de março o projeto “Escola de Circo”. A proposta está integrada à Rede Circo Mundial Brasil - a de projetos famosos como o Circo de Soleil.
Quem já se cansou das aulas de musculação, esteira, step, spining, pode aderir sem medo ao picadeiro. Os aparelhos circenses permitem desenvolver a flexibilidade, força, alongamento, coordenação motora, consciência corporal, equilíbrio, lateralidade, postura, agilidade, concentração. Os especialistas garantem que um treino de uma hora e meia elimina 600 calorias. Sem contar o estresse que se perde em meio às brincadeiras do picadeiro.
Muitas cidades brasileiras já contam com academias especializadas em “aulas de circo”. Em Londrina, a experiência é iniciada pelo projeto de lazer no Shopping. E diversão é o que não falta no picadeiro do Catuaí, afirma Ana Carla Rodrigues, coordenadora do projeto. Ela conta que a sessão leva de 25 minutos a meia hora. E tem criança que pede mais. O público - grupos de menos de dez participantes por vez - inicia o “tour circense” assistindo a uma breve sessão de malabares (para os menores) ou mágica (para os maiores).
Já no clima da brincadeira, as crianças seguem para a cama elástica, uma das preferidas entre os aparelhos da “escolinha”. Depois, trapézio (com cinto-cadeirinha e trava, garantindo a segurança), tecido acrobático, “arame” (a velha conhecida corda bamba, também muito apreciada pela garotada) e os malabarismos com jabolô e aros.
- Temos monitores para tudo. As crianças contam com supervisão a todo momento - diz Ana Carla, acrescentando que alunos e professores da Associação Londrinense de Circo, com apoio do pessoal da Lona das Artes, são os instrutores.
A cama elástica é ótima opção para o trabalho muscular. “Como tem impacto zero, os sucessivos movimentos de subir e descer mexem com todos os grupos musculares do corpo. São as molas que absorvem o impacto, mais ou menos como na natação, em que a água tem esse efeito. Não se percebe, mas o esforço é muito grande. É um abdominal fantástico”.
O tecido acrobático é um desafio à gravidade e resistência. Os dois pedaços de pano presos no alto da lona ou teto da academia vão até o chão. Neles, o praticante faz movimentos em que os enrola no corpo. Uma vez no alto, faz acrobacias. É preciso um grande condicionamento físico para chegar a este ponto.
Brincando e se movimentando, a criança (e os grandinhos também) aprende. É a proposta do circo moderno, diz Sérgio Oliveira. “Aquela ideia do circo itinerante, com animais expostos ao público, está superada. Antes, as pessoas eram convidadas a assistir. Agora, são chamadas a participar”, ele destaca, acrescentando que circo é sinônimo de inclusão. “Não falamos apenas em crianças carentes, ou com necessidades especiais. Falamos nelas também mas em todo mundo, de todas as idades e classes sociais”, diz o professor.






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