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Bailarina vence a morte e se torna exemplo de superação

04/01/2012

Bailarina vence a morte e se torna exemplo de superação

Foto: Studio Milton Dória
“Do começo ao final de tudo isso, eu acredito que somente consegui superar porque tenho Deus. Ele colocou as pessoas certas no meu caminho”, diz Sônia

Não existe um tempo certo para a bailarina subir pela primeira vez nas pontas. Porém, todas sabem que ao chegar o dia, os seus pés precisarão ser fortes para sustentar o corpo.

Sônia Secco, profissional que faz parte da história da dança londrinense, muitas vezes enfrentou o desafio no palco.

Mas foi fora de cena que precisou superar os próprios limites na luta pela vida ao sofrer uma parada cardíaca de 10 minutos. As chances de sobrevivência eram de apenas 5%, como lhe contaram os médicos.

Sônia fez parte do primeiro elenco da Companhia Ballet de Londrina e hoje é professora da Escola Municipal de Dança (Funcart). Há quase dois anos sofreu uma parada cardíaca de 10 minutos, enquanto se preparava para um exame de endoscopia.

Alguns minutos e uma sucessão de acontecimentos foram determinantes entre a vida ou a morte da bailarina de 43 anos.

Gripe “A” desencadeia infecção grave

Sônia foi uma das vítimas do surto de gripe “A” (H1N1) em 2009. Com a imunidade  baixa, o quadro evoluiu para uma miocardite e miosite, infecções no miocárdio e nos músculos, respectivamente.

“Ninguém sabia ainda da gravidade até a parada cardíaca. Fui fazer a endoscopia porque sentia muitas dores no peito. Na hora do exame, a médica percebeu que algo estava errado e chamou o cardiologista. O médico chegou a conversar comigo. Foi quando, eu tive a parada na frente dele”, conta a bailarina, sem se lembrar do que aconteceu.

Sônia acordou após três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), permanecendo um total de 11 dias internada.

“Quando despertei, o médico revelou o que aconteceu, afirmando que eu tinha somente 5% de chances de sobrevivência. Perdi toda a musculatura do corpo e da parte respiratória. Fiquei mais frágil que um bebê. Eu poderia ficar com sequelas. Para surpresa de todos, a cada dia, eu melhorava”, acrescenta Sônia.

Quinze minutos que salvaram a vida

A intervenção de uma sucessão de acontecimentos evitou que a bailarina tivesse a parada cardíaca sozinha no quarto. A endoscopia, marcada para 15 minutos mais tarde, foi adiantada. O cardiologista que estava no hospital, naquele momento, também era especialista em episódios semelhantes.

“Do começo ao final de tudo isso, eu acredito que somente consegui superar porque tenho Deus. Ele colocou as pessoas certas no meu caminho, inclusive um médico especialista na minha frente na hora em que tive a parada cardíaca. Foram 15 minutos de diferença que me salvaram a vida. Eu devo a minha superação a Deus”, afirma Sônia.

Ao saber da gravidade do caso ainda na UTI, a bailarina conta que se surpreendeu com os relatos do médico sobre o que aconteceu e não conseguia pensar em outra coisa a não no esposo, no filho e a família.

Processo lento

Sônia destaca que houve uma grande mobilização de amigos e pessoas que nem a conheciam, mas que rezavam pela sua recuperação. O processo de reabilitação foi lento. Com 1,75 metro de altura, a londrinense chegou a pesar apenas 50 quilos.

Completamente recuperada, a bailarina voltou às atividades, como professora de balé. Na trajetória da dança, Sônia tem uma carreira prodigiosa. Aos 14 anos já era bailarina profissional, conquistando uma bolsa para uma das maiores escolas de dança do mundo, o Royal Ballet, de Londres.

Todas as bailarinas sonham com uma oportunidade no Royal. Sônia declinou do convite. Para a londrinense, a maior chance foi dada pela própria vida, mantendo-a em cena.


Texto: Máxima Comunicação/Francismar Lemes
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