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Toda a beleza das danças árabes de Thomaz Maxwell

31/08/2011

Toda a beleza das danças árabes de Thomaz Maxwell

Foto: Arquivo Pessoal
Thomaz pratica tanoura, dança clássica árabe, dabke, khaligie e said, todas com uma singular beleza

Quando se fala em Oriente Médio, o que vem à cabeça são guerras, islamismo, mulheres de burca e uma cultura quase desconhecida para quem é tão acostumado ao Ocidente.

Mas, os árabes em geral são um povo muito alegre e festeiro e o que se vê nas manchetes de jornal não condiz com a beleza e fascinação exercidas por sua arte, principalmente suas danças.

A mais conhecida, é claro, é a dança do ventre, mas existem muitas outras, divididas em danças femininas, danças masculinas e danças mistas.

E Londrina conta com um especialista na arte das danças árabes masculinas, o jovem Thomaz Maxwell, de 23 anos, o único brasileiro a dançar um ritmo muito popular no Oriente, a tanoura.

“A tanoura é uma dança de giro que deriva do giro dervixes, uma dança religiosa turca nascida de uma corrente não ortodoxa do islamismo. O objetivo do giro dervixes é entrar em contato com Deus, através de giros que induzem a um transe”, explica Thomaz.

A tanoura foi adaptada e tornou-se uma dança folclórica, não-religiosa e sem a intenção do transe. Enquanto o giro dervixes deve ser realizado com roupas brancas, a tanoura, que significa `saia´ em árabe, é dançada com roupas coloridas e tem vários movimentos com saias.

“Às vezes os dançarinos usam até cinco sais e fazem performances com elas. A apresentação é feita com o dançarino sempre girando, com movimentos de braços e expressões faciais”, esclarece o londrinense.

Recentemente, Thomaz participou do 1º Festival de Bailarinos Árabes Titãs Gala Show 2011, em São Paulo. O festival reuniu os 30 melhores bailarinos árabes do Brasil e, por ser o único a dançar a tanoura no país, o londrinense foi convidado a apresentá-la.

Outras danças

Além da tanoura, Thomaz também pratica outras danças como dança clássica árabe, dabke, khaligie e said, todas com uma singular beleza. Junto com o grupo de percussão e folclore árabe Al Sharqiah, do qual faz parte, realiza apresentações em festivais, eventos, casamentos, almoços, festas e jantares.

Ainda em 2011, o grupo tem várias apresentações marcadas em Londrina, Ibiporã, Maringá, São Paulo e para o fim do ano estão programadas participações em vários festivais de dança árabe.

Thomaz  também ministra workshops sobre dança árabe. “Por incrível que pareça a maioria das pessoas que participam dos workshops e também dos festivais são brasileiros sem descendência árabe”, aponta.

Como começou

Muçulmano e com ascendência vinda da Arábia Saudita, Thomaz conheceu as danças árabes na própria família. “Fui aprendendo em casa, nas festas que a minha avó fazia, com os senhores de mais idade, que sabiam dançar”, relembra.

A ideia de levar a dança mais a sério partiu de uma amiga de Thomaz, a bailarina Zharrore, que há oito anos o incentivou a praticar. Então, o londrinense começou a buscar vídeos pela internet, a fazer workshops com bailarinos e a praticar os ritmos.

Hoje, a vida de Thomaz é corrida. Ele concilia os ensaios, festivais e apresentações com o quinto ano da faculdade de Direito, que cursa na Universidade Estadual de Londrina e ainda arruma tempo para ministrar aulas de danças e ir à mesquita islâmica.

Texto: Máxima Comunicação/Marina Ferezim
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