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Doces de padaria, uma antiga tentação

16/02/2012

Doces de padaria, uma antiga tentação

Foto: Agência Londrix
Cardápio de guloseimas das padarias é cheio de histórias

Fascinação das crianças, terror de quem está preocupado com a balança, estimulador de memórias da infância em idosos, eles são exibidos nos balcões iluminados das padarias e confeitarias. Bombas, quindins, pudins, carolinas, queijadinhas, brigadeiros...Hummm!
 
Os doces de padaria antigamente eram considerados primos ricos dos doces de bar. A primeira explicação é simples: os primeiros saíam direto da cozinha para o balcão do estabelecimento, com prazo de validade muito curto. Os segundos, industrializados, duravam muito tempo e podiam ser encontrados em qualquer boteco de esquina, para alegria da garotada.
 
- Um dos mais antigos doces vendidos em padaria tem um nome explosivo - bomba! -, o que faz sentido: na primeira mordida, o recheio, geralmente de chocolate, explode na boca - comenta o jornalista Joaquim de Carvalho.
 
A bomba mais tradicional é aquela coberta por chocolate e recheada com creme de baunilha. Mas surgiram variações, como recheio de chantilly ou chocolate, além daquelas com cobertura de chocolate branco.
 
Carolina
 
Criador do Blog do Morumbi, casado com a jornalista Denise do Val, pai de Daniel, Pedro e Marina, Carvalho tentou descobrir a origem do nome de outra guloseima típica das padarias, principalmente de São Paulo e do Paraná: carolina, um tipo de bolinho semelhante à bomba (menor, com outro formato) com cobertura de chocolate e recheio que pode variar do doce de leite ao creme de baunilha. Não conseguiu.
 
- Não há uma explicação razoável. É um doce cuja paternidade se desconhece, assim como maria-mole, outro doce que recebeu o nome de mulher - concluiu.
 
A culinária brasileira, graças à diversidade cultural do País, é farta também em doces. Alguns têm origem europeia e vieram com os colonizadores; outros têm inspiração africana e indígena; e, claro, há aqueles que resultaram de uma adaptação de receitas para produtos mais fáceis de se encontrar nas diversas regiões do país.
 
Uma curiosidade: a maioria dos doces à base de gema de ovos é típica de Portugal. Entre os séculos 18 e 19, aquele país era o principal produtor de ovos da Europa (e, provavelmente, do mundo). A clara era produto de exportação, destinada à fabricação de vinho branco, como purificador, e às alfaitarias e lavanderias chiques, onde servia para engomar os ternos elegantes do mundo ocidental. Com tanta gema sobrando, logo as cozinheiras encontraram bom uso.
 
Como se vê, o cardápio doce das padarias é cheio de histórias.
 
Hoje em dia, de modo geral, esses estabelecimentos estão mais sofisticados. Antes, ambientes assim se restringiam a confeitarias requintadas de grandes cidades.  Os doces também ganharam mais variedade e novas aparências. Em alguns casos são verdadeiras obras de arte. Ou melhor: tentadoras obras de arte.
 
Texto: Nelson Capucho - Londrix Comunicação
 
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