Foto: Studio Milton Dória
Para quem exagera no tempero e quer diminuir a ardência na boca, o correto é comer pão, que limpa as papilas e retira a ardência
Valiosas na antiguidade, oferecidas como presentes e até mesmo como dotes, as pimentas permanecem realçando sabores nos pratos do mundo todo até hoje.
O chef Ernesto Diez, do restaurante Empório Araçá, de Londrina, orienta que a quantidade certa depende do destaque que se quer dar à pimenta na comida.
Ele ressalta, também, que é preciso tomar cuidado com a dose. “Se exagerar na quantidade, a pimenta pode matar os outros sabores do prato”, alerta.
Dentre as mais utilizadas na cozinha brasileira, Diez destaca a dedo-de-moça, jamaica, branca, preta, rosa e pimenta-do-reino. “A pimenta é uma especiaria muito interessante e temos uma infinidade de tipos para combinar com os pratos”, salienta. O chef também sugere que elas sejam moidas juntas para compor um mix repleto de aromas e sabores.
Para todos os gostos
Para aqueles que preferem pimentas com sabores mais suaves, Diez sugere a pimenta de cheiro. “Ela não arde nem um pouco e é servida até mesmo como aperitivo”, afirma.
Já quem gosta de ardência forte deve usar dedo-de-moça e a jalapinha. A última é uma pimenta mexicana cujo sabor tem permanência duradoura.
Truques
Para diminuir a ardência da pimenta dedo-de-moça, o chef Diez orienta a retirar as sementes, o que deixará o condimento mais suave.
Para aqueles que exageraram no tempero e querem diminuir a ardência na boca, o correto não é ingerir líquidos, que só irão espalhar a pimenta pela mucosa. “O ideal é comer pão, que limpa as papilas e retira a ardência”.
O chef lembra que a pimenta pode ser conservada em vinagre ou cachaça, mas revela que a conserva feita com azeite potencializa sua ardência.
Boa para a saúde
A nutricionista Elaine Cristina de Melo explica que o consumo da pimenta traz benefícios ao organismo, principalmente as vermelhas. Segundo ela, a capsaicina presente nas pimentas acelera o metabolismo. “Elas auxiliam no sistema circulatório e na queima de gordura”, afirma.
Em contrapartida, Elaine alerta que o consumo exige bom-senso, pois em excesso pode causar irritações na mucosa gástrica. Em alguns casos, como para as pessoas que sofrem de gastrite, a pimenta-do-reino chega a ser contraindicada pois causa problemas gastrointestinais.
Texto: Máxima Comunicação/Mariana Fabre
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