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Preparando o arroz sem mistérios

26/01/2012

Preparando o arroz sem mistérios

Foto: Reprodução
Agulhinha, integral, parboilizado ou arbóreo, o arroz é fonte de energia na alimentação

Aquele arroz bem soltinho é item obrigatório na refeição do brasileiro.

Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), consumimos em média 160g de arroz por dia.

O arroz é a fonte de energia que precisamos. "É alimento fonte de carboidrato, ou seja, de energia", explica a nutricionista Valéria Mortara.

Junto com a proteína do feijão, da carne ou do ovo, é a combinação perfeita que fornece quase todos os nutrientes necessários diariamente.

Qual escolher?

Entre os vários tipos de arroz - agulhinha, integral, parboilizado e arbóreo, por exemplo - qual a melhor opção?

Para a nutricionista, é aquela que mais agrada ao paladar. "A comida tem que ser gostosa para a pessoa."

Já para quem tem problemas intestinais ou para quem não gosta de comer arroz com feijão, o integral pode ser uma boa alternativa.

"É um prato de altíssima digestibilidade." O arroz integral também pode substituir o feijão como fonte de fibras, mas não dispensa a proteína da carne ou do ovo, alerta Valéria.

Como preparar?

"Há dez, quinze anos, tinha que se lavar o arroz porque vinha com muito pó de amido. E se não lavasse, virava papa", lembra a nutricionista. Hoje, no entanto, o arroz já vem polido e dispensa o procedimento.

O arroz parboilizado, muito consumido em Santa Catarina, passa por tratamento térmico e impede que o amido venha junto na embalagem. "Se a pessoa gosta de arroz mais soltinho, tem que ser o parboilizado."

Valéria também lembra que, na hora de refogar, não é preciso encher a panela de óleo para o arroz ficar soltinho. "Uma colher de chá de óleo para uma xícara de arroz cru é o suficiente se tiver paciência de mexer bem."

Dicas

Para tipos diferentes de arroz, pode haver um segredinho de preparo. Para o integral, a nutricionista diz que é preciso dar uma leve tostada no seco antes de ele ser umedecido.

O arbóreo, utilizado em risotos, é um tipo de arroz que tem mais amido em volta justamente para dar aquele aspecto cremoso ao prato. Nesse caso, a recomendação é dar uma refogada rápida na manteiga, sem aquecer muito a panela.

Incremente!

O arroz pode ficar ainda mais gostoso cozido com cenoura, brócolis, chuchu ou abobrinha ralada.

É recomendado para mães que querem fazer seus filhos comerem mais legumes. "Vai deixar o arroz com mais nutrientes e aumentar a qualidade da alimentação da família."

Os legumes devem ser postos na panela na hora de refogar o arroz.


Cuidado com as porções

Apesar de ser base da alimentação brasileira, é bom tomar cuidado com as porções consumidas. Como é fonte de carboidrato, o excesso de arroz pode engordar se toda essa energia não for gasta.

Por isso, as porções recomendadas do alimento vão depender da rotina de cada um. Quem tem nível de triglicerídeo alto no sangue também deve maneirar no arroz.

Como conservar

O arroz é alimento para uma bactéria que causa intoxicação alimentar.

"Se ficar em temperatura ambiente e não for reaquecido por muito tempo pode dar uma grande dor de barriga", alerta Valéria. Por isso é bom guardá-lo em um recipiente fechado na geladeira.

Para consumir de novo no dia seguinte, uma dica é refogar novamente ou fazer os famosos bolinhos ou arroz de forno.


Texto: Máxima Comunicação/Mie Francine Chiba
Contatos com a redação do Planeta Sercomtel podem ser feitos pelo fone 3339-7199.

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