Foto: Reprodução
Uma dica importante é não usar o óleo em grande quantidade e evitar frituras
Na cozinha não dá para fugir do óleo: ele é um ingrediente indispensável na preparação dos alimentos.
Mas não vá pensando que por ser gordura, é vilão. Sabendo dosar, ele pode ser um aliado na sua cozinha.
“Devemos pensar que a gordura não é vilã! Este conceito diz respeito apenas às gorduras saturadas e à gordura trans. A gordura é uma fonte de energia fundamental para o nosso corpo, porém, depende da quantidade e do tipo utilizado”, analisa a nutricionista Aline Menezes Tiburcio Roque.
Variedades
Hoje em dia, existem muitos tipos de óleos vegetais nas prateleiras dos supermercados, cada um com suas propriedades e vitaminas.
A nutricionista lista os benefícios de alguns deles:
Óleo de soja: contém ômega 6, que auxilia na regulação dos níveis de colesterol. É usado na preparação de pratos doces ou salgados, especialmente em frituras.
Óleo de canola: possui ômega 3, uma substância antiinflamatória, além de ser rico em gorduras monoinsaturadas e prevenir doenças cardiovasculares. Seu uso é designado para peixes, legumes e verduras.
Óleo de girassol: contém ômega 3, 6 e 9 e vitamina E. É rico em gorduras monoinsaturadas, que reduzem o colesterol ruim (LDL). Serve para conservas e preparações cozidas.
Óleo de gergelim: é rico em ômega 6 e 9, funcionando como antioxidante. Seu uso é indicado para saladas ou em receitas orientais e mediterrâneas.
Óleo de amendoim: possui vitamina E, ômega 6 e tem ponto de saturação de 220º C enquanto os outros óleos saturam em cerca de 180º C, por isso, é o mais recomendado para frituras.
Óleo de milho: contém ômega 6 e baixo teor de gordura saturada. É muito utilizado para preparação de massas doces.
Óleo de coco: atual queridinho entre os óleos vegetais. Tem diversas propriedades benéficas e l,lpoié usado como auxílio em vários tratamentos. A recomendação é que seja consumido cru. Pode ser tomado puro ou usado em saladas, misturado a iogurtes, vitaminas e sucos.
Azeite de oliva: possui gorduras monoinsaturadas e vitamina E, porém quando submetido a altas temperaturas, como frituras, por exemplo, perde as propriedades benéficas ao nosso organismo. Por isso, o mais indicado é ser usado cru, em saladas.
Frituras
Mesmo tendo seus benefícios, como todo tipo de gordura, o óleo não dever ser usado em grandes quantidades. Quanto menos, melhor. E o primeiro passo para usar menos óleo é evitar frituras.
“É importante frisar que frituras produzem uma substância denominada acroleína, um composto que pode provocar câncer. Quanto mais o óleo for usado, maior a quantidade da substância. Por isso, nunca se deve reutilizar o óleo na fritura e a temperatura não deve ultrapassar 180º C”, ressalta a nutricionista.
Por isso, grelhar, assar e cozinhar as carnes e usar pequenas quantidades de óleo no preparo das refeições é o mais indicado. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que uma família de quatro pessoas use uma lata de 900 ml de óleo por mês.
Gordura vegetal x gordura animal
De acordo com Aline, a gordura animal não é a melhor escolha.
“As gorduras saturadas, encontradas principalmente em produtos de origem animal e que se apresentam sólidas em temperatura ambiente, aumentam o colesterol ruim (LDL), que se deposita nas artérias, elevando o risco de problemas cardíacos, além do aumento do peso”.
Já as gorduras insaturadas, encontradas principalmente em vegetais, são líquidas em temperatura ambiente e ajudam a reduzir o colesterol ruim, os triglicerídeos (tipo de gordura que, em níveis elevados, pode causar doenças coronarianas) e a pressão arterial.
Texto: Máxima Comunicação/Marina Ferezim
Contatos com a redação do Planeta Sercomtel para comunicar erro ou sugestões podem ser feitos pelo fone (43) 3339-7199