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A clara é fonte concentrada de albumina, uma proteína de alto valor biológico. É praticamente proteína pura
Cozido, mexido, como ingrediente em bolos e tortas, o ovo costuma estar presente na mesa dos brasileiros, apesar de já ter ficado na berlinda tempos atrás - tido como um vilão que aumenta o colesterol.
No entanto, estudos comprovaram que a história não é exatamente da maneira como se imaginou.
Para saber mais sobre esse alimento, a reportagem do Planeta Sercomtel conversou com especialistas em nutrição para apontar os riscos e as vantagens de seu consumo. Confira.
Quando o vilão vira mocinho
Proteínas de alta qualidade e uma mistura de diversas substâncias vitais tornam o ovo um alimento de grande valor nutritivo. Uma unidade grande contém cerca de nove gramas de proteína, oito de gordura, lecitina e todos os minerais e vitaminas, com exceção da vitamina C.
“O ovo é um alimento completo que apresenta a maior quantidade de nutrientes essenciais à nutrição humana em relação ao seu conteúdo calórico. Demonstrando o seu incontestável valor nutricional, pode ser comparado ao leite materno, pois reúne todos os nutrientes necessários para a vida”, garante a coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Filadélfia (Unifil), Nilcéia Godoy Mendes.
A clara do ovo é fonte concentrada de albumina, uma proteína de alto valor biológico, e não possui gordura: é praticamente proteína pura. Nesse sentido, seu consumo é extremamente benéfico para atletas, pois ajuda na recuperação de massa muscular e na diminuição de catabolismo protéico (quebra de moléculas de proteína).
“A orientação é que o esportista consuma proteína depois do treino para ajudar na recuperação e na restauração dos músculos. O problema é que muitos atletas consomem clara crua, correndo risco de contaminação por salmonela”, adverte Beatriz Lourenço Venegas Ulate, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
Ele aumenta o colesterol. Mito ou verdade?
Mito. Pesquisas realizadas na última década evidenciam claramente os efeitos benéficos do ovo, indicando que é possível consumir uma unidade por dia sem que haja riscos. Portanto, usando o bom senso em relação a quantidade, o alimento pode ser consumido sem grandes preocupações.
O importante é sempre estar atento ao limite de ingestão diária total de colesterol que, segundo recomendações da American Heart Association seguidas no Brasil, não deve ultrapassar 300 mg.
“Um ovo contém aproximadamente 200mg de colesterol, mas é preciso considerar todos os alimentos de origem animal da dieta e não somente ele. O principal problema de consumi-lo diariamente é dispensar outras fontes de proteína, como as carnes, que oferecem diferentes nutrientes. O ideal é variar durante a semana”, recomenda Beatriz.
Como evitar a salmonelose
É verdade que em alguns casos os ovos podem conter salmonella, transmitida pela galinha ou por rachaduras nas cascas. O grande problema é que, uma entre as 2,5 mil variedades da bactéria existentes, atinge o ovo enquanto ele está em formação. Portanto, é impossível distinguir um ovo sadio de outro infectado.
Embora essa contaminação não seja frequente - ela infecta cerca de 1% dos ovos de galinha - então, é bom tomar certos cuidados; como não comer ovo cru e evitar deixá-los na porta da geladeira.
“Devemos consumir somente ovos cozidos, já que a bactéria é inativada em temperaturas acima de 65 graus. Além disso, nunca se deve deixar o alimento na porta da geladeira, já que quando ela é aberta, a temperatura interna se altera mais facilmente e a salmonella, se estiver presente no alimento, consegue se multiplicar”, explica a professora da Unopar, que recomenda guardá-los nas prateleiras internas, justamente para evitar essa variação.
Texto: Máxima Comunicação/Thamiris Geraldini
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