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Halitose também pode ser motivada por deficiência de vitamina A e D, intestino preso, tabagismo e, até, estresse
Quem não se sente envergonhado ao perceber que está com mau hálito?
Para algumas pessoas, esse problema é fisiológico e pode ser resolvido com uma higienização adequada da boca. Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde, 40% da população mundial que têm a chamada halitose precisa de tratamento para se livrar dela.
Até descobrir o problema, o indivíduo passa por diversas situações embaraçosas, constrangedoras e, muitas vezes, vira motivo de piadas e preconceito em determinado círculo social.
Também chamada de hálito fétido e fedor da boca, a halitose não é considerada um problema de saúde, mas sim o sintoma de algum distúrbio, seja ele periodontal, digestivo, metabólico, entre outros.
Higiene bucal
De acordo com o dentista periodontista e implantodontista José Bernardes, aproximadamente 80% dos casos de mau hálito são provocados por problemas na própria boca. “Os mais comuns são caries, doenças da gengiva, língua fissurada”, explica.
A primeira providência a ser tomada quando constatado o mau cheiro é a escovação dos dentes e da língua após todas as refeições, além do uso de fio dental.
Se o problema persistir, é preciso procurar um especialista, que vai fazer uma investigação para detectar as causas e definir a melhor forma de eliminar o odor.
“São vários os fatores que precisam ser observados e relatados ao especialista para fazer o prognóstico. Através de detalhes, temos condições de fazê-lo com bastante precisão”, tranquiliza Bernardes.
Os tratamentos podem ser diversos, desde o cuidado com as infecções causadas por cirurgias, raspagem gengival, remoção de cáries e restauração do dente, até uso periódico de um adstringente.
Pela manhã
Bernardes esclarece, ainda, que o mau cheiro ao acordar é considerado normal e que atinge praticamente todas as pessoas.
“A halitose fisiológica acontece durante o sono devido à redução do fluxo de saliva, que atua como um anti-séptico natural. As bactérias se nutrem de restos de alimentos e células que se desprendem da mucosa bucal, liberando enxofre, o que provoca o cheiro ruim”.
Ou seja, qualquer período longo em jejum pode gerar o mau hálito, em função da redução da salivação. O tratamento especializado é recomendado para aqueles que têm hálito fétido frequente, mesmo fazendo uma higiene bucal adequada e se alimentando regularmente.
Os indivíduos podem desenvolver a halitose também devido a doenças da orofaringe, alcalose, bronco-pulmonares, hepáticas, diabetes, nefrite, febris, deficiência de vitamina A e D, intestino preso, tabagismo e, até, estresse.
Prevenção
A prevenção do mau hálito consiste em cuidados com a alimentação e a higiene bucal.
“É comum as pessoas escovarem apenas os dentes e se esquecerem da limpeza da língua. Com isso, se forma uma placa esbranquiçada ou amarelada sobre ela, que se chama saburra. Ela contém resíduos que são consumidos pelas bactérias. É preciso remover essa saburra na escovação e evitar que ela reapareça”, aconselha Bernardes.
Alimentos gordurosos, carnes, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho, cebola e bebidas alcoólicas são alguns dos alimentos não recomendados. Já cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos contribuem para a limpeza da região entre a gengiva e o dente e ajudam a eliminar resíduos que causam o odor.
Curiosidades
Algumas pessoas acreditam que a halitose é provocada por problemas gástricos, mas isso é identificado em apenas 1% dos casos.
Outras apontam a fome como o gerador do mau cheiro. Segundo José Bernardes, “pode acontecer, mas é considerado natural. É possível que o problema seja causado também após a refeição, ao comer alimentos condimentados e fortes como alho e cebola”.
Quando são surpreendidas pelo mau hálito, é comum as pessoas recorrem às gomas de mascar. De fato, elas resolvem grande parte dos casos fisiológicos, já que disfarçam o mau cheiro e aumentam a produção de saliva.
Da Redação