Foto: Studio Milton Dória
A piscina ficava atrás de onde é hoje as instalações das Baterias Reifor, na rodovia Celso Garcia Cid, zona Sul da cidade
Num tempo em que o asfalto da avenida Higienópolis só chegava até a rua Alagoas; que o Colégio Vicente Rijo era o campo do Bonsucesso; que as avenidas JK e Bandeirantes eram passagem de boiadas - nesse tempo em que o Igapó nem existia, que o jardim Canadá era a “Mata do Bodeiro” e que o Country Clube era o único clube com piscina na cidade, para pobre e remediado tomar um banho de água doce só indo na piscina do Mococa.
Localizada atrás de onde é hoje as instalações das Baterias Reifor, na rodovia Celso Garcia Cid, zona Sul da cidade, ir para a piscina do Mococa aos domingos era um dos programas mais concorridos de parte da classe média/baixa londrinense dos anos 50 em diante. Chegar até lá era uma aventura para meninos e rapazes que iam em bandos a pé ou de bicicleta que, muitas vezes, era revezada com aqueles que não possuíam uma magrela.
Era uma farra. Num tempo em que a cara barbuda e severa do fazendeiro Álvaro Godoy passava pra cima e pra baixo, guiando sua camionete, indo e vindo da sua fazenda, do Parque Guanabara pra frente era só cafezal. E o que não faltava nos cafezais eram frutas. Laranja, tangerinas mexericas, banana, mamão a dar com pau - a molecada se fartava de tanto chupar e comer frutas, fora a guerra de mexerica que nunca faltava.
A piscina do Mococa era de pedras e bem grande. Ficava lotada aos domingos e feriados. As famílias faziam um verdadeiro piquenique quando iam pra lá e aqui e ali um cheiro de churrasco no ar. Na volta, a pé ou de bicicleta, o molecada vinha apostando corrida pelos carreadores. A piscina do Mococa, com certeza, é uma boa lembrança gravada na memória de boa parte dos londrinenses da velha guarda.
Texto: Apolo Theodoro/Máxima Comunicação
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