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Silvana Aleixo: 70 quilos a menos e feliz da vida

23/10/2011

Silvana Aleixo: 70 quilos a menos e feliz da vida

Foto: Studio Milton Dória
A professora chegou a pesar 130 quilos e enfrentou preconceito por ter obesidade mórbida. Mas tudo mudou após uma cirurgia bariátrica

Certo dia, andando pelas ruas, ela ouviu o seguinte comentário de dois homens: “Que judiação, uma menina bonita de rosto, mas pena que é gorda”.

Esse foi apenas um dos muitos episódios que fez a professora Silvana Aleixo sentir o peso da discriminação.

Preconceito maior em relação à forma física, porém, ela se deparou quando estava em busca de emprego. Muitas portas se fecharam.

“Eu tinha uma qualificação profissional exemplar, mas por conta da minha obesidade mórbida eu não conseguia uma vaga. Pelas fotos deixadas no currículo eu já era descartada pelas agências de emprego”, analisa.

Tudo começou a mudar quando Silvana submeteu-se a uma cirurgia bariátrica, que reduziu seu peso de 130 quilos para os atuais 60 quilos. A luta não foi fácil.

Silvana precisou de muita determinação e fé para ser o que hoje é. Ou seja, uma mulher mais bonita, elegante, bem articulada, realizada profissionalmente e, principalmente, de bem com a vida. “Eu nasci novamente. Eu me considero uma nova mulher tanto física quanto psicologicamente. Antes da cirurgia eu era alegre, mas não era feliz”, diz ela aos 48 anos.

Portas fechadas

Silvana conta que começou a desenvolver obesidade mórbida por volta dos 30 anos de idade. Até então, o sobrepeso não a incomodava muito. Quando resolveu deixar o emprego que tinha na Sercomtel em busca de novos horizontes profissionais, ela não imaginaria que o sobrepeso viria frustrar seus planos.

“Sai da empresa por livre e espontânea vontade. Tenho boas recordações porque a Sercomtel sempre incentivou os funcionários a estudarem”, explica. Lá, Silvana começou como telefonista e chegou a trabalhar no Departamento de Estatística.

Em outras palavras, saiu para exercer a profissão de professora, pois formou-se em Licenciatura em Ciências com habilitação em Matemática. “Não conseguia nenhum tipo de emprego e isso fez com que me sentisse a pior das criaturas. Eu não ia às festas, não saia de casa, não namorava. Eu me fechei”, conta.

Para pode manter-se financeiramente, Silvana chegou a trabalhar como taxista, profissão do pai, e depois como operadora na empresa Rádio Táxi Faixa Vermelha.

Determinação e fé

A decisão de passar por uma cirurgia de redução do estômago veio em 1999, após uma palestra realizada no Hospital Universitário. Saiu de lá e foi a um posto de saúde, onde recebeu encaminhamento para o Hospital de Clínicas.

A fé também a ajudou. Certo dia, foi à Igreja Presbiteriana Independente e lá depositou seus desejos: um emprego e a cirurgia bariátrica. Um ano depois, teve a primeira confirmação da cirurgia, não sem antes se submeter a um acompanhamento com psicólogo, nutricionista e clínico geral.

No dia 3 de fevereiro de 2004, Silvana ingressou no centro cirúrgico. Foram quase seis horas de operação. Exatamente um ano depois, ela foi empossada como professora do estado.

Vaidade feminina

Silvana recuperou a autoestima. Está feliz da vida como professora do Colégio Estadual Professor José Carlos Pinotti, onde leciona matemática.

Depois de uma cirurgia para retirada de excesso de pele do abdômen, espera ela uma intervenção estética nos seios. A vaidade feminina está tinindo.  “Os homens passaram a me ver com outros olhos. Antes eu ocupava muito espaço e não era vista. Hoje sou notada”, avisa. “Não sou obcecada pela magreza, mas eu me cuido. Estou mais vaidosa sim”, complementa.

Texto: Máxima Comunicação/ Antônio Mariano Júnior
Contatos com a redação do Planeta Sercomtel podem ser feitos pelo fone 3339-7199



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